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“Para virar conselheiro do Tribunal de Contas, no Brasil, só precisa ter um bom sobrenome.”
— Pré-candidato a Deputado Federal Carlos Medeiros
Você sabia que virar conselheiro do Tribunal de Contas não exige concurso? Só um bom padrinho político.
Sabe o que você precisa estudar para ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado ou do município?
Nada. Zero. Só precisa ser filho de governador, senador ou casar com algum deles. Essa é a moda no Brasil, e na Bahia não é diferente.
Rui Costa colocou a esposa como conselheira do Tribunal de Contas do Município. Salário mais benefícios: R$ 41 mil mensais.
Otto Alencar não ficou satisfeito e colocou o filho no Tribunal de Contas do Estado. Salário mais benefícios podem ultrapassar o teto constitucional de R$ 46 mil.
Jacques Wagner foi além: colocou dois filhos no Tribunal de Contas do Estado e duas noras no Tribunal de Contas do Município.
Em Feira de Santana, um vereador foi ao púlpito da Câmara Municipal reclamar que sua esposa e familiares tinham sido exonerados. Ninguém mais tem vergonha na cara. Tudo parece normal.
Todos esses cargos têm benefícios que superam — e muito — a média do trabalhador brasileiro. E alguns ainda são vitalícios.
Você concorda com isso?
NINGUÉM MAIS TEM VERGONHA NA CARA.
Junto com você nós vamos dar o troco que o político merece.